8.30.2010

Me peguei pensando hoje na depressão...
Sim, o ato de ficar deprimido.
Indo contra a maioria dos médicos, não creio que seja uma doença.
Pra mim é mais como uma maldição. Entenda, não aquelas pragas jogadas por bruxas ou duendes, mas, sim, pelo destino.
Ter nascido com o dom da inteligência é o problema.


É... tenham uma boa viagem.





Pensar demais faz com que nossa vontade, independente do foco dela, termine ou enfraqueça.
Não são os motivos que nós mundanamente damos, como perder a pessoa que amamos, não ter mais os pais ou ter brigado com um bom amigo que nos deixam com essa sensação. Acredito que nossa vontade de entender as coisas é o único motivo desse problema constante nos dias de hoje.
Claro, quando as coisas correm ao nosso favor, não pensamos em nada, só ficamos felizes e aproveitamos o momento.

Portanto, digo com firmeza que todas os problemas da nossa vida terminariam se nós simplesmente não pensássemos neles.

E, por favor, se estás pensando já em cães que se deprimem ou outros animais mais brutos que nós que, ao perderem algo que os trazia felicidade, sentem esses sintomas, perceba que esses animais dificilmente são seres completamente desprovidos de consciência. A inteligência existe neles. Não compreendê-los não é motivo para considerá-los seres sem espírito.
Assim como não sabemos o que se passa nem dentro da cabeça de irmãos, não sabemos o que se passa na mente de um animal.

Continuando...
Ponha-se na pior situação que você poderia estar agora e pense consigo o quanto as coisas estão ruins. A inspiração logo acaba, procuramos a solução num copo de bebida alcóolica, numa festa lotada de pessoas tão deprimidas quanto você, que querem parecer felizes e, muitas vezes, numa xícara de café forte, um cigarro e um violão pela madrugada adentro.
Agora pense: se você, simplesmente, ao estar nessa situação, não pensar muito a respeito, o que iria acontecer?
Nada! Absolutamente nada. Nem a felicidade e nem a tristeza tomariam conta de sua mente.

Seguindo a lógica, se temos um copo vazio, podemos escolher com o que completá-lo, logo, podemos escolher, simplesmente, não pensar nos problemas e sermos felizes.


Conseguem ver? A felicidade é algo tão simples...
Mas como não conseguimos tê-la a todo momento?


É, caros amigos, aí entra a inteligência mais uma vez.
Claro, a inteligência nos trouxe confortos, civilidade e muitíssimas outras coisas, todavia, a inteligência que nos deu todas esses bens foi focada e usada de maneira racional.

Claro, não sabemos usar a inteligência. Ela nos é, dentro das corretas proporções, como um braço invisível, além dos dois que temos, que existe para que possamos cumprir mais tarefas ao mesmo tempo, mas, como não sabemos usá-lo, ele acaba nos atrapalhando. Derruba as taças de cima da mesa e nos constrange diante dos outros.

Entenderam?

É... pra isso a inteligência serve. Textos inúteis em blogs e matérias estúpidas em revistas nós conseguimos entender, agora, nossa própria mente, não.


*largando o computador, batendo a porta atrás de mim e indo em direção à cozinha fazer café.*

-"Hmpf. Que existência patética."

8.23.2010

Dizem por aí que é fazendo merda que se aduba a vida.

A interpretação menos boçal dessa frase é a de que os erros nos ensinam.
Como eu gosto de falar: "Os erros viram experiência. Até ratos de laboratório aprendem a não repetir coisas que os machucam."

Enfim...

Tenham todos uma boa viagem.






-Eu juro! Eu mudei! As coisas não são mais iguais, amor...
-Mas tu já falou isso antes. Como posso confiar em ti? Eu sei que te amo, mas...
-Mas?...
-Prefiro uma vida normal à uma cheia de altos e baixos! Uma hora o amor flui e me faz feliz, outra hora isso vira ódio!
-Eu te entendo. Mas eu nunca vou me perdoar por esses erros. Eu te amo demais, e não consigo acreditar que tenha te perdido assim...


O diálogo muda e continua com piadas estúpidas e risadas forçadas, até o homem, que realmente acabou mudando e não pode aceitar que o destino tenha lhe pregado tamanha peça, diz que precisa sair. O corpo sai, o coração fica, é inevitável. Pelo menos pra ele.

Como pode a vida ser assim tão frágil? Não me refiro ao fato de o ser humano ser um animal sensível a ferimentos que qualquer água-viva resiste e ainda se regenera, mas, sim, à essa história de que não conseguimos viver sem amor. É preferível, dentro de quase qualquer contexto, viver um amor falso e consciente à viver um 'nada', um vazio sem a compania do sexo oposto, ou do mesmo sexo, dependendo das ligações neurais que o cérebro andou fazendo durante a formação do dito ser humano.
Já foi dito pra mim que vale mais viver com uma namorada qualquer do que andar por aí sozinho, fazendo, numa média de fim-de-semana sim/fim-de-semana não, sexo com qualquer pessoas até desconhecidas.

Mas, mesmo dentro de um mundo onde quase todos sabem que o amor é raro e tem um preço incalculável, nós ainda temos medo dele e, com o perdão da palavra de baixo calão, cagamos em cima do coitado, como se fosse inútil. O arrependimento depois é quase um soco no plexo solar. Um não! Teimo em dizer que seriam vários...

Feliz é aquele que não se arrepende de nada, mas é mentiroso aquele que diz nunca ter se arrependido. A conclusão que eu tiro é que ninguém é feliz de verdade. Dizer que alcançou a felicidade, contudo, não é uma mentira feia. Acho bonita a tentativa de parecer que, de alguma forma, encontrou a felicidade, embora não seja a profunda verdade, as coisas só começam a acontecer de fato quando desejamos isso para nossa vida.

Enfim, divaguei aqui...
Mas o que quero dizer é: PORRA, OS ERROS SÃO O QUE, AFINAL?

São coisas boas que nos fazem aprender e entender a verdade ou são somente erros, pedras no nosso caminho que mais nada fazem além de nos machucar os pés?



Teimam em dizer que as coisas boas acontecem ao natural, mas eu, sinceramente, vejo poucas pessoas achando coisas boas no chão, ou caindo do céu, como sempre se referem.


O que posso dizer depois de tudo que aconteceu comigo, apesar de óbvio, é que eu aprendi a não repetir os mesmos erros, afinal, são erros, más leituras do que acontece conosco, que nos fazem tomar as atitudes menos passíveis de acerto.

Não gosto de dizer que só vamos aprender a viver errando, mas é a verdade.

O que fazer, então, já que nascemos nus e com o cérebro a desenvolver?