8.23.2010

Dizem por aí que é fazendo merda que se aduba a vida.

A interpretação menos boçal dessa frase é a de que os erros nos ensinam.
Como eu gosto de falar: "Os erros viram experiência. Até ratos de laboratório aprendem a não repetir coisas que os machucam."

Enfim...

Tenham todos uma boa viagem.






-Eu juro! Eu mudei! As coisas não são mais iguais, amor...
-Mas tu já falou isso antes. Como posso confiar em ti? Eu sei que te amo, mas...
-Mas?...
-Prefiro uma vida normal à uma cheia de altos e baixos! Uma hora o amor flui e me faz feliz, outra hora isso vira ódio!
-Eu te entendo. Mas eu nunca vou me perdoar por esses erros. Eu te amo demais, e não consigo acreditar que tenha te perdido assim...


O diálogo muda e continua com piadas estúpidas e risadas forçadas, até o homem, que realmente acabou mudando e não pode aceitar que o destino tenha lhe pregado tamanha peça, diz que precisa sair. O corpo sai, o coração fica, é inevitável. Pelo menos pra ele.

Como pode a vida ser assim tão frágil? Não me refiro ao fato de o ser humano ser um animal sensível a ferimentos que qualquer água-viva resiste e ainda se regenera, mas, sim, à essa história de que não conseguimos viver sem amor. É preferível, dentro de quase qualquer contexto, viver um amor falso e consciente à viver um 'nada', um vazio sem a compania do sexo oposto, ou do mesmo sexo, dependendo das ligações neurais que o cérebro andou fazendo durante a formação do dito ser humano.
Já foi dito pra mim que vale mais viver com uma namorada qualquer do que andar por aí sozinho, fazendo, numa média de fim-de-semana sim/fim-de-semana não, sexo com qualquer pessoas até desconhecidas.

Mas, mesmo dentro de um mundo onde quase todos sabem que o amor é raro e tem um preço incalculável, nós ainda temos medo dele e, com o perdão da palavra de baixo calão, cagamos em cima do coitado, como se fosse inútil. O arrependimento depois é quase um soco no plexo solar. Um não! Teimo em dizer que seriam vários...

Feliz é aquele que não se arrepende de nada, mas é mentiroso aquele que diz nunca ter se arrependido. A conclusão que eu tiro é que ninguém é feliz de verdade. Dizer que alcançou a felicidade, contudo, não é uma mentira feia. Acho bonita a tentativa de parecer que, de alguma forma, encontrou a felicidade, embora não seja a profunda verdade, as coisas só começam a acontecer de fato quando desejamos isso para nossa vida.

Enfim, divaguei aqui...
Mas o que quero dizer é: PORRA, OS ERROS SÃO O QUE, AFINAL?

São coisas boas que nos fazem aprender e entender a verdade ou são somente erros, pedras no nosso caminho que mais nada fazem além de nos machucar os pés?



Teimam em dizer que as coisas boas acontecem ao natural, mas eu, sinceramente, vejo poucas pessoas achando coisas boas no chão, ou caindo do céu, como sempre se referem.


O que posso dizer depois de tudo que aconteceu comigo, apesar de óbvio, é que eu aprendi a não repetir os mesmos erros, afinal, são erros, más leituras do que acontece conosco, que nos fazem tomar as atitudes menos passíveis de acerto.

Não gosto de dizer que só vamos aprender a viver errando, mas é a verdade.

O que fazer, então, já que nascemos nus e com o cérebro a desenvolver?

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